Good Morning, Pyonyang!
Conforme foi definido pela Agência de Turismo Coreana e apenas comunicado para a gente um dia antes da partida, seguiríamos para a República Popular Democrática da Coréia de trem, saindo de Pequim direto até Pyonyang. Pra nosso alívio era cabine, e não leito. Dividimos uma de 4 camas com um japones de uns 30 e tantos anos que logo foi apelidado de X9 e tratado com extrema desconfiança (injustificada?). Somente após o embarque descobrimos que não haveria qualquer tipo de “serviço de bordo”. Viajantes precavidos que somos, já havíamos adquirido mantimentos para as 23 horas de viagem: 4 pacotes de Oreo e 3 águas.
Após umas 15 horas de viagem e mais uma parada de uma hora ao deixar a fronteira chinesa, para nossa alegria e surpresa nos foi oferecido um almoço. Galinha frita, carne frita, peixe frito e outras guloseimas não-identificadas. Demos uma cutucada nos pratos e voltamos para os Oreos. Como se não bastasse a fome e a demora, a entrada na Coréia do Norte e sua consequente inspeção no “customs” durou mais de 3 horas. Isso porque não há sequer uma máquina de raio-x, e todo o processo é feito a mão. O oficial que investigou minha bagagem ficou muito mais preocupado com o livro que eu levava (a biografia de Sérgio Vieira de Mello) do que com meu laptop. Vai entender.
Como bem disse Leondre, após algumas horas de viagem na Coréia a paisagem já estava monotona: campo de milho, de arroz, foto do “great leader”, milho, milho, arroz, great leader…
Finalmente desembarcamos na estação de Pyonyang, a demora de alguns segundos para que nossos guias se apresentassem já nos deram idéia de fuga pela Coréia do Norte e jornalistas presas. Mas logo chegaram a jovem Song Sim e o indefectível Mr. Oh (não sei se é assim que se escreve o nome nem de um nem outro). O hotel onde estamos hospeddaos padrão 5 estrelas comunistas, nossos guias, o jantar já dariam material para 15 posts e 3 filmes.
Mas por hoje é só, pessoal!


